sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Autoridade no Egito Faraônico!

O Egito antigo de fato foi um império de notável organização social. Após grandes evoluções no ramo da agricultura, a civilização necessitava cada vez mais de um governante que administrasse de maneira organizada a produção, a colheita e as enchentes. Tal fator contribuiu para a centralização do poder e o aparecimento da figura governante do faraó. A autoridade do faraó era incontestável, pois este era considerado o filho do deus vivo na terra e cabia a si manter a harmonia perfeita da criação. Ele era, mais do que um rei, um ser que deveria zelar pela felicidade de seu povo e manter constante o culto aos deuses. Representava todos os serviços públicos e qualquer coisa que se desalinhasse nessa ordem cosmológica ou social era por um desequilíbrio de sua autoridade e um reflexo de um governo enfraquecido ou mal ordenado. Neste caso, algumas vezes ocorria à substituição do faraó através de golpes de pessoas da corte que se aproveitavam dessa instabilidade para ascender.

O posto de faraó era hierarquizado, o que ocasionava brigas entre familiares do rei para ver quem ascenderia ao trono. No entanto, para evitar situações como estas, e para manter seu governo mais organizado, existiam em sua corte ou fora dela, hierarquias organizadas de funcionários que lhe prestavam serviços. O comércio exterior e a organização da produção e colheita agrícola eram realizados pelo estado através de representantes do rei.

Os templos também possuíam grande autoridade, pois viviam em constante relação com o faraó e sua corte. Os funcionários do rei e dos templos eram recrutados entre os escribas que por possuírem o dom da escrita tinham a chance de mostrar ao rei suas competências e dedicações podendo ascender em seus cargos, sendo eles por muito tempo os ocupadores dos mais altos cargos da corte. O rei também deveria zelar pela segurança de seu país, nomeando generais que lideravam campanhas e guerras em seu nome, sendo os prisioneiros transformados em escravos nas lavouras do palácio e do templo. Esses soldados que iam à guerra eram os próprios camponeses que após terem plantado, dividiam o restante do seu tempo entre empreender campanhas militares ou ajudar no transporte de blocos de pedras pelo Nilo para a construção de palácios, templos, tumbas, etc.

Portanto, de um modo geral é notável a organização política e social do Egito faraônico, sendo a autoridade concentrada teoricamente nas mãos do rei, mas dividida em inúmeros cargos e postos que o representam fazendo com que assim a ordem permaneça estável.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Amor de Akhenaton ao deus Sol!

Egito, um império magnifico de vasta cultura, costumes e religião. Uma pátria tão bela que constitui um intenso jogo de permutas internacionais, compondo uma perfeita via de comunicação entre o mediterrâneo e o restante longínquo da África. Seus deuses estão no topo do panteão da vida. Seus pensamentos estão voltados ao divino e o faraó é o intermediário de Rá, sendo seu filho supremo na terra, colocado neste mundo para reger o império em seu nome.

Este constitui um dos poemas mais belos escritos pelo faraó Akhenaton que contrariando a todos os costumes acabou mudando o Deus supremo de Amon-Rá para Atôn. As consequências desta mudança não são de objetivo deste post retratar. Mas aqui fica o belo poema deixado pelo faraó da XVIII dinastia.

HINO DE AMOR AO DEUS ATÔN


“Como é bela tua aurora no horizonte do céu,
Ó Aton vivo, iniciador da vida!
Quando te ergues no Oriente,
Enches o universo de tua beleza.

És belo, grande, brilhante, alto acima da terra,
Teus raios envolvem a terra e tudo que criaste.

És Rá e os tem todos cativos;
Uniste todos pelo teu amor
Embora estejas longe, teus raios estão sobre a terra;
Embora sejas alto, os rastros de teus passos são o dia.
Quando repousas no horizonte ocidental do céu,

A terra está na obscuridade como a morte;
As pessoas dormem em seus quartos,
Envolvem a cabeça,
Suas narinas param de funcionar,
Ninguém vê seu vizinho,
Tudo o que lhes está sob a cabeça pode ser roubado.

E não sentem.
Estão os leões saem de seu covil,
As serpentes picam...
O universo esta em silencio,
Aquele que o fez repousa no horizonte. (...)”

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Paraiso tem Nome! - Cambará do Sul

O Paraíso tem nome e se chama Cambará do Sul.
Esta frase que observei hoje na mensagem pessoal da minha cara colega Luciane, guia de turismo, define bem a sensação que Cambará do Sul transmite a todos que a visitam pela primeira vez!

Fui um dos abençoados com esta sensação tão extraordinariamente bela que se tornaria inútil tentar descrevê-la com meras palavras, e mesmo sendo possível tal feito seriam infindáveis as palavras necessárias para descrever o deslumbrante baile da natureza que se revela nos Cânyons de Cambará.
Para os leigos devo dizer que a cidade de Cambará do Sul situa-se ao norte do estado do Rio Grande do Sul e possui um dos parques nacionais mais belos do país - Parque Aparados da Serra - compreendendo os mais belos Cânyons do mundo que se desenrolam por toda a divisa nordeste do estado.

A viagem até Cambará do Sul foi tranquila e com boas companhias. A guia Luciane a todo instante nos informava dos planos e mudanças da viagem, sempre fazendo um ótimo trabalho. Logo na chegada, fomos conhecer a Cachoeira dos Venâncios que, diga-se de passagem, era explendorosa. Até mesmo o encontro com uma Jararaca na floresta instigou nossa excursão ao êxtase necessário para uma ótima aventura.

Tudo na viagem era novo e chamava a atenção, revelando um mundo inteiramente novo e esplendoroso. A pequena Cambará, também conhecida como a capital do mel, embora pequena com apenas 7.000 habitantes nos proporcionou um aconchego e conforto indescritivelmente familiar.

Almoçamos no restaurante "Bom Paladar" onde saboreamos a deliciosa comida caseira da dona Edite que a todo instante se mostrou afável e pronta a nos atender. Durante as noites frias de Cambará, registradas entre as menores temperaturas do estado, jantamos no Galpão Costaneira onde o ambiente de galpão e a música ao vivo de um gaiteiro bom de fole avivou o apetite e deixou a noite mais quente e aconchegante.

Os guias locais de Cambará do Sul, Andrews e Silvana, foram de uma simpatia e prontidão incríveis, nos mostraram todos os caminhos e trilhas pelos Cânyons Itaimbezinho e fortaleza que possuem respectivamente 730 e 1.200 metros de profundidade.

O que todas essas pessoas nos mostraram foi que a simpatia e a simplicidade são o que verdadeiramente trazem a felicidade. O amor e o carinho com que todas nos trataram, o aconchego tranquilo das pousadas da cidade, as pessoas que nos sorriram, os maravilhosos Cânyons do parque Aparados da Serra, e especialmente as amizades cultivadas nesta excursão foram as chaves para as portas de um paraíso que com certeza tem nome, e se chama Cambará do Sul.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dando Tudo Errado!!!



Tudo começou em uma tarde de sábado quando eu faltei de um ensaio da invernada para finalizar um vídeo que seria exibido na janta de aniversário da mesma - A janta estava marcada para as 8h e 30min da noite do mesmo dia - em casa se encontrava um telão com dois computadores, todos ligados em um único estabilizador; ocorreu que quase botei fogo no quarto depois dessa infeliz idéia e além disso perdi o vídeo que estava fazendo. Resolvi então, exibir um vídeo antigo que eu havia feito para o aniversário da Invernada do ano passado.

Quando eram por volta das 4 horas, Beth veio me buscar de carro para levarmos os equipamemtos até o restaurante e deixa-los montados por lá. Chegando ao local tudo parecia dar errado, pois haviamos esquecido o cabo de força do computador; Renan estava junto conosco e se propôs de ir com a Beth até em casa para buscá-lo, nesse meio tempo o rapaz do restaurante emprestou o cabo de seu computador o que me permitiu ir inicializando minha máquina, o que na verdade não foi possível, pois para minha surpresa o computador começou a dar erro no HD e não queria passar da mensagem de erro.

Quando Renan e Beth chegaram e souberam do ocorrido ficaram muito chateados - pensávamos que não havia mais solução para a exibição do vídeo - porém Renan prontamente se ofereceu a emprestar seu computador. Ligando para seu pai ele o informou do ocorrido e pediu que trouxesse a CPU de seu computador; ficamos felizes novamente, mas nem tudo estava ocorrendo as mil maravilhas, pois após a instalação do computador de Renan nos deparamos com outro problema - a gravação do CD que continha o video estava ruim e o leitor da CPU de Renan não aceitou o disco como deveria - esse fato resultou em uma série de processos e testes que fizemos até constatar que o computador realmente não iria ler o CD.

Então eu tive uma idéia, Eu e Matheus, um amigo que também estava conosco, teriamos que ir até em casa para gravarmos um novo CD, porém Beth ja tinha ido embora se arrumar para a Janta o que nos fez atravessar o centro da cidade e ir apé até minha casa. Após nosso retorno - processo que demorou em média 1 hora entre ir e voltar - as pessoas já estavam chegando e se acomodando nas mesas. Fizemos um último teste e constatamos que dessa vez tudo estava correndo como planejado. Com isso conseguimos exibir o video antigo e mesmo assim foi um SUCESSO!!!

Realmente para vocês verem que esse parecia não ser nosso dia de sorte, mas no final correu como planejado...hehehe